quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

[Resenhas] Mônica | Cebolinha | Cascão | Chico Bento | Magali #21

Hoje eu venho aqui para trazer resenhas das edições de janeiro da Turma da Mônica, de número #21! :) E, se você não leu as edições, não se preocupem, porque não terá spoilers, só quando alertado ;)

Mônica: Mônica #21 trouxe a história de abertura O Troféu HQ-Limão, escrita por Edson Itaborahy. A história foi muito boa, levando Mônica e Cebolinha a participar de um concurso de HQs, mas eles não conseguem concordar no estilo que sua história deve ter. Só achei meio estranho a Marina ter feito dupla com o Cascão para o concurso, acho que seria mais lógico se fosse uma das meninas ou o Franjinha. Outro destaque da edição é A batalha das selfies, escrita por Paulo Back. É mais uma das histórias (infelizmente mudas) do Xaveco com seu pai, e foi bem divertida. Outra história que se destacou foi Encrenquinhas e encrenconas, de Gerson Teixeira, onde Anjinho tem que ajudar Mônica a descobrir se o Fabinho Boa-Pinta gosta dela. Foi uma história bem divertida. Tivemos também Um velho crânio encardido, outra história do Paulo Back, onde todos no cemitério estão fugindo de algo, e acabam sempre atropelando o Cranicola - muito engraçada. A história de fechamento, Na praia... ou quase (com roteiro de Edson Itaborahy), contou com Mônica e Magali tentando fingir que estavam na praia, e foi um pouco fraquinha. No geral, esse foi um bom gibi e recomendo todos a comprarem ;)

Cebolinha: A trama de abertura de Cebolinha #21, O grande piloto, tem roteiro de Lancast Mota (o mesmo que fez a edição 38 de CBM, O ninho da víbora, lembram?). Foi uma história legal, com o Cebolinha e o Cascão entrando acidentalmente em uma casa misteriosa. Teve uma mensagem legal no final, mas foi um pouco fraca. Depois, uma história que se destacou também foi Zé Esquecido nada esquecido?, com roteiro de Luciana Luppe, onde o Zé Esquecido... não é mais esquecido? Foi uma história legal, com um final bem surpreendente. Tivemos também Flores comuns ou flores sonoras?, onde Zecão quer presentear a Pipa, mas o Rolo acaba atrapalhando tudo. A história foi roteirizada por André Simas e foi bem legal. Já As lendas urbanas, de Paulo Back, contou com a Dona Morte trazendo vários personagens de filmes de terror e lendas urbanas (até a Boneca Tenebrosa fez uma participação :v) para deixar o cemitério mais assustador. Foi uma história muito legal e engraçada, uma das melhores do gibi. Por fim, O Desparecimento do Ximbuca, de João Mendonça, onde o Ximbuca, o cachorro do Xaveco (criado pelo Emerson Abreu), desapareceu, e o Cebolinha tenta ajudar o amigo a encontrá-lo. No geral, esse foi um gibi legal - o da Mônica foi melhor, mas também foi bom.

Cascão: A história de abertura de Cascão #21 foi O incrível Cascão, de roteiro de Roberto Munhoz. Na história, em meio a um jogo de futebol dos meninos contra as meninas, Cascão acaba virando, misteriosamente, uma versão do Incrível Hulk. Foi uma história muito boa, com a participação de quase toda a turma. Já O clube dos carecas, de Edson Itaborahy, trouxe uma situação bem incorreta para os dias de hoje da MSP: [SPOILER ALERT] Cebolinha arma um ~plano infalível~ para fazer o Cascão ficar careca como ele :v [FIM DO SPOILER] Depois, A arte de escapar da morte, com roteiro de Gerson Teixeira, faz a Dona Morte perseguir o Bruce Aerowillis, um ator de cinema do qual ela é fã. No entanto, ele faz várias armações para escapar dela - uma ótima história. A história de fechamento, Porquinho em um dia de inverno, de Paulo Back, também foi muito engraçada. Na trama, Chovinista, em um dia de inverno, tenta fazer as árvores terem folhas novamente, mas sai tudo errado. Enfim, foi um ótimo gibi, e recomendo que vocês comprem ;)


Chico Bento: Chico Bento #21 traz a primeira história de abertura do roteirista Carlos Estefan, Coisas estranhas. Em uma referência à série da Netflix Stranger Things, Chico Bento, Zé Lelé, Rosinha, Zé da Roça e Primo Zeca temem que os monstros de um seriado de televisão estejam na floresta da vila e tentam derrotá-los. Foi uma história muito boa, e bem engraçada :v Especialmente a parte onde o Zeca tenta se lembrar qual era o nome da garota com super-poderes do seriado, e a Rosinha aparece do nada dizendo: "Onze! Eu fiquei esperando por você onze minutos e você não apareceu, Chico!" :v :v Já a história A lenda da cabeça sem mula teve roteiro de Lancast Mota. E, minha nossa... que história magnífica! Os enquadramentos foram todos diferentes, o Chico ganhou sombra nos quadrinhos, e o próprio Lancast também desenhou um pouco da história. Foi, realmente, uma das melhores do gibi. Poquemão na Roça, de Luciana Luppe, trouxe novamente a moda do Pokémon Go! aos gibis da Turma, depois de menções em um dos gibis anteriores com a história do Penadinho A turma do Poquetom, e citações nas edições 98, 99 e 100 da TMJ. A trama se baseou em Zeca, em uma de suas visitas à roça, caçando Pokémons em vez de brincar com o Chico. Não é preciso dizer que ele só se deu mal! Já A casa do velho Bento, também de Luciana Luppe, é mais uma das obras-primas do gibi. Na trama, o filhote do Torresmo morreu, e Chico, desesperado, acaba entrando em uma casa especial. A história teve participação de Mariana, a clássica irmãzinha do Chico, e uma mensagem belíssima no final :3 Foi um dos melhores, senão o melhor gibi do mês. Teve só obras-primas (a começar pela história de abertura), e é um dos que não pode faltar na coleção de todos! :3


Magali: Enfim, o gibi mais esperado do mês! Magali #21 enfim trouxe uma história do roteirista Emerson Abreu, depois de mais de dez meses sem histórias dele - a última havia sido em Chico Bento #10, e, antes disso, Chico Bento #4! Bem, O Bicho-Devorão traz a Magali tentando filar a comida da casa da Mônica, mas dando sustos na dentuça, em Cebolinha e em Cascão, que pensam que ela é o Bicho... "Devorão"? Enfim, temos uma história magnífica, cheia de piadas e nonsense, como é típico das histórias do Emerson, e um final que pode dar pano para a manga na Supersaga do Fim do Mundo... Será? Além dessa, temos, de destaque, A bruxa que queria ser a nº1, de Rogério Mascarenhas, com Magali ajudando a bruxa de João e Maria a ganhar um concurso de bruxas. Uma história meio "nada a ver" e, sinceramente, bem fraquinha. Também tivemos Pensa que é fácil levar a casa nas costas?, de Gerson Teixeira mais uma das histórias do Tarugo às voltas com seu casco, e foi uma história divertida. Por fim, O terror branco dos sete mares, de Paulo Back - mais uma das histórias do Mingau! Eu, por não ter gato, não sou o maior fã das histórias dele, mas essa eu tenho que dar o braço a torcer - foi, sim, ótima! Então, foi um bom gibi e recomendo que comprem (apesar de que todos os Emersombrios já devem tê-lo comprado :v)!

Agora, um guia das histórias das "turmas" secundárias nos miolos dos gibis ;)

Tina: Mônica (Dinheiro na mão - André Simas), Cebolinha (Flores comuns ou flores sonoras? - André Simas)
Papa-Capim: Mônica (O invasor - Rudnei Acosta), Chico Bento (Contando histórias - André Simas)
Penadinho: Mônica (Um velho crânio encardido - Paulo Back), Cebolinha (As lendas urbanas - Paulo Back), Cascão (A arte de escapar da morte - Gerson Teixeira), Turma da Mônica (Lugarzinho morto - Mário Mattoso)
Bidu: Cebolinha (Zé Esquecido nada esquecido? - Luciana Luppe), Cascão (Pedra que rola faz história - Rogério Mascarenhas), Magali (Esperto - André Simas), Turma da Mônica (Blá, blá, blá! - Henrique Gomes)
Turma da Mata: Chico Bento (Sigam o rei - André Simas; O prêmio - Rogério Mascarenhas), Magali (Pensa que é fácil levar a casa nas costas? - Gerson Teixeira)
Piteco: Chico Bento (Roda - Felipe Ribeiro)
Astronauta: Turma da Mônica (O rei dos disfarces - Rogério Mascarenhas)

Como podem ver, não tivemos Horácio neste mês! :/ E é isso, pessoal! Até a próxima! :)