quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

[Resenha] Chico Bento Moço #40 - Pela Primeira Vez

Um pouco atrasada, aqui está a resenha da edição 40 de Chico Bento Moço, Pela Primeira Vez! :D E, sim, tem spoilers, então é melhor ler a edição primeiro! ;) Mas, fazendo um comentário rápido... Eu achei a edição um pouco fraquinha, mas talvez valha a pena comprar sim, especialmente se você gosta de romance, ou pelo menos do casal Chico e Rosinha, ou de histórias na Vila Abobrinha.

Bem, a história começa com um narrador nos introduzindo ao tema da história (algo bem frequente nas edições do Cassaro e da Petra) e nos mostrando a pedra misteriosa que daria origem a tudo. Depois, Chico e Rosinha conversam com seus pais sobre namoros - e dizem que não estão namorando ninguém! :o Enfim, ainda falam que não encontraram a pessoa certa... Achei realmente que o Cassaro conseguiu fazer uma pegadinha com os leitores, porque eu realmente achei que o Chico ia responder para os pais: "Como assim 'conhecer uma boa moça'? Mas eu namoro a Rosinha!", mas no fim ele também tinha esquecido.

Depois, há a bonita cena onde Rosinha e Chico se encontram. Só achei que a Rosinha pareceu meio "princesa da Disney" colhendo flores no campo... Ok, a Rosinha sempre gostou de flores, mas aquela cena me deixou essa impressão. De qualquer maneira, a cena onde os dois se encontram foi bem bonita, e também engraçada :v Eu gostei muito quando o Chico estava prestes a dizer que a Rosinha era linda, mas acaba dizendo que o nome dele era Chico e tal, foi muito engraçado. E a parte em que ele pergunta também "Pescaria? Como você sabe que eu estou pescando?" :v :v :v

Já a cena onde eles se encontram na pescaria do Chico também foi bem legal, com os dois descobrindo que o outro também havia nascido na Vila Abobrinha e se mudado para outra cidade para estudar. Depois, com a Rosinha achando que o Chico estava tramando alguma coisa e fugindo...

No dia seguinte, foi muito fofo o bilhete do Chico para a Rosinha, e sua conversa que foi - novamente - interrompida pela chuva. E também foi muita burrice se esconder debaixo de uma árvore durante a chuva, né? :P Esperava mais de você, dona Rosa Maria, futura veterinária -.-

Enfim, depois os dois são guiados pelo pássaro mágico até a "pedra do feiticeiro" (Harry Potter, é você? :v) e acabam descobrindo tudo ao tocar nela. Eu achei a conclusão muito rápida e fácil, sabe? Tipo, deu muito a impressão de "Bem, agora que já desenvolvi a história toda, preciso dar uma desculpa para os dois terem se esquecido... Que tal um feiticeiro numa pedra?". Tipo uma espécie de Deus ex-machina, sabe? Só que em vez de servir como solução, servindo como explicação.

E, pronto, tudo acabou bem. O amor de Chico e Rosinha quebrou a maldição e eles viveram felizes para sempre. Aí, o Chico revela quem é o pássaro mágico que os ajudou... Judith, a esposa do feiticeiro. Tipo, ãhn?? Por que raios ela se transformou num pássaro? Não fez muito sentido pra mim, preferia que fosse a Ave do Paraíso das edições 8 e 18 (eu sei que ela é personagem do Flávio, mas uma participaçãozinha assim não ia matar ninguém).

Bom, concluindo, achei que o enredo da história foi meio sem criatividade, mas o desenvolvimento foi bom (como eu já senti várias vezes com edições do Cassaro em CBM e TMJ). Então, acho que merece uma nota 7, mais ou menos. Não foi a melhor história do ano, mas também não foi ruim. Quanto aos desenhos, não foi meu estilo preferido, mas até que estavam bons e agradáveis. Nota 8,5, mais ou menos.

Enfim, a história foi boa. Mas estou ansioso mesmo para a próxima edição, que finalmente vai mostrar o que houve com a Fran. Sinceramente, achei esse planejamento da ordem das edições bem ruim, podiam ter colocado a ed. 37 como ed. 40, e as eds. 38, 39 e 40 como eds. 37, 38 e 39, porque sinceramente seria bem melhor se as duas edições fossem seguidas (assim como já aconteceu na CBM antes, com as eds. 11 e 13, e na TMJ, com as eds. 76 e 78).

E, em breve, não percam: resenhas das edições de janeiro da Turma da Mônica! ;)