sábado, 11 de abril de 2015

Clássicos do Cinema 15 - Cascão Porker e a Pedra Distracional


Em 2009, foi lançada a edição 15 dos Clássicos do Cinema (uma ótima série da TM, a propósito): Cascão Porker e a Pedra Distracional, baseada no filme Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001), que é baseado no livro Harry Potter e a Pedra Filosofal (J. K. Rowling, 1997). Como estou lendo Harry Potter, nada mais justo que fazer uma resenha desta edição (ainda não sei porque eles não continuaram a fazer histórias dos próximos filmes da série :P).

A história começa exatamente como no filme. Magaligonal (Magali/McGonagall) e Dunimbusdore (Nimbus/Dumbledore) na Rua dos Trouxas, Número Zero (no original, Rua dos Alfeneiros, nº 4) para entregar o pequeno Cascão Porker (Cascão/Harry Potter) a seus tios, os Dudursleis (no original, os Dursley), junto com Hagridão (Jotalhão/Hagrid).

Na edição, o tom "sombrio" foi amenizado - os pais de Cascão foram mandados para outra dimensão, em vez de terem sido mortos; e Cascão vive embaixo da escada por causa de seu cheiro, e não por preconceito dos tios por ele ser um bruxo) -, mas achei bom (nem tudo). Logo aparece Hagridão, que conta para Cascão que ele é um bruxo. Na adaptação, os tios (especialmente a Tia Petúnia/Cecília) não têm muito preconceito pela magia e aparentemente nem sabiam que Cascão era bruxo, tampouco o maltratavam e até gostavam ele.

No Beco Diagonal/Beco Poligonal, Cascão e Hagridão encontram até o Gargamel, d'Os Smurfs! Geralmente há cenas assim, com personagens com uma semelhança (heróis, bruxos, personagens azuis - teve até o Bicho Papão) com um do filme que está sendo adaptado. Cascão conhece Varaolímpica (Dr. Olimpo/Olivaras), que... sei lá, se não pelo nome, ele não combinou com o personagem, que é um mocinho na série original.

Os Porcos Alados substituem Edwiges (a coruja de Harry, na série), e os Napões substituem os Duendes no Gringões/Gringotes. Aparece, então, Hagridão contando a verdade para Cascão. A adaptação ficou bem legal, e acho que na verdade a única coisa mal-feita foi a ida dos pais de Cascão para a outra dimensão. Se quisessem fazer assim, podiam pelo menos fazer com que Feiodemorte (Capitão Feio/Voldemort) os mandasse enquanto eles tentavam proteger o filho, né?

Na página 19, aparecem dois meninos ruivos e gêmeos, provavelmente Fred e Jorge (irmãos de Rony, na série), acompanhados de um menino asiático (é o Lee, do Chico Moço! o/) e uma menina de cabelos castanhos. A princípio, achei de fosse Gina (irmã de Rony e par romântico de Harry), mas desisti da teoria vendo que ela não é ruiva e não é nem Cascuda, nem Maria Cebolinha.

No Expresso para Hográtis (Hogwarts, no original), aparecem pela primeira vez Cebolony Uéslei (Cebolinha/Rony Weasley) e Hermônica Granja (Mônica/Hermione Granger). Até que os nomes não ficaram muito ruins. Além disso, o pato Miquei (rato Perebas, no original). Fico imaginando como fariam se lançassem a paródia de Prisioneiro de Azkaban, onde Perebas revela ser Pedro Pettigrew, um seguidor de Voldemort.

Quando todos chegam a Hográtis, Magaligonal apresenta as quatro casas - Grifedória (Grifinória), Sonseverina (Sonserina), Ufa-Ufa (Lufa-Lufa) e Corvinil (Corvinal). Xavecus Malboy (Xaveco/Draco Malfoy) é o primeiro, e selecionado para a Sonseverina. O trio é selecionado para a Grifedória, e não aparece NINGUÉM para a Ufa-Ufa ou Corvinil! As duas casas mais legais, no original... :/

Foi boa a sacada de botarem o Cranicola como Nick Quase-Sem-Cabeça (ou, aqui, Cranic só a cabeça). O Chapéu Seletor ficou meio bizarro (aliás, no filme ele também é meio bizarro), mas que seja. E o ogro? E o Chapéu comendo? E o "discurso" de Dunimbusdore? Muito massa!

Um Napão substitui Fílio Flitwick (o diretor da Corvinal/Corvinil), mas não tem seu nome revelado. O feitiço Wingardium Leviosa vira Levitatio Levimoça, e após a saída dessa aula, em vez da cena do Trasgo, vem a cena do Ex-Neipe (Do Contra/Snape). Tem também a cena do Rúfius-de-três-cabeças (Rúfius/Fofo), e ela não é tanta coisa assim... Daí super-rápido corta pro jogo de Quadrinhobol (Quadribol, no original) e logo Hagridão revela o que Rúfius guardava.

Usando a Capa Invisível (como ele conseguiu aquilo? O_o), Hermônica, Cascão e Cebolony vão para a câmara da Pedra Distracional (Filosofal) e conseguem pegá-la de Feiodemorte, que estava escondido no turbante de Quinzel (Quinzinho/Quirrell). Vale lembrar que ele só aparece nessa parte e no fim vira um porco. Uma porcaria. Qual vai ser a desculpa pra mudar de professor, se fizerem uma continuação? No original, Quirrell é um vilão e morre. E, no segundo dia de aula, eles vão embora. O_o

Mas, apesar de tudo, foi uma boa história (mesmo que eu tenha lido antes do livro e já soubesse que Voldemort estava no turbante de Quirrell #spoilers). No aguardo de novas adaptações. :/

Todas as Capas da Mônica - Volumes 1 e 2

Fonte: Arquivos Turma da Mônica

"Todas as capas da Mônica" são minilivros da MSP em comemoração aos 50 anos da personagem que reúnem todas as capas da revista mensal já publicadas desde 1970. Nessa postagem faço uma resenha sobre eles.

Dividido em 2 volumes, os livros fazem uma retrospectiva de capas, em ordem cronológica. Reúnem 521 capas desde a Nº 1 da Editora Abril de 1970 até a Nº 75 da Editora Panini de 2013. São vendidos em livrarias e na internet e cada volume tem formato 10 X 11,5 cm, capa cartonada plastificada com aba marcadora de páginas, papel de miolo couché e 276 páginas no total.

Contracapa do volume 1
O volume 1 reúnem 260 capas entre 1970 a 1991 (todas as 200 da Editora Abril, além da Nº 1 ao nº 60 da Globo) e a capa é representada pela "Nº 1" de 1970. Já o volume 2 reúnem 261 capas entre 1992 a 2013 (a partir de 'Mônica nº 61' da Globo até a nº 75 da Panini). A capa desse livro é da "Nº 1" da Panini de 2007.

Cada um começa com um texto de 4 páginas, escrito por Solange Mary Lemes (jornalista e que trabalhou na área editorial da MSP por muito anos), comentando sobre o livro e sua trajetória na MSP. E a seguir, são mostradas as capas, uma por página, informando em cada uma o número da edição, mês e ano que foram publicadas.

Contracapa do volume 2
 A grande vantagem é que nas imagens são mostradas exatamente igual como foi publicada originalmente, sem omitir preço original, símbolos da editora, informações de promoções e brindes, etc. Apesar disso, nas edições nº 2 ao nº 7 da Editora Abril, deixaram de mostrar os preços de cada uma delas (todas custando Cr$ 0,90 cada). A partir da nº 8, tudo seguiu normal.

Capas de Mônica nº 4 e nº 5 (1970); saíram sem preço no livro 1
Além de acompanhar todas as evoluções gráficas das capas e das mudanças dos traços dos personagens ao longo dos anos, o público se diverte com várias tirinhas sensacionais, uma mais engraçada que a outra. É que a maioria das capas eram com piadinhas dos personagens e que não deixam de ser uma historinha nas próprias capas.

Quando não tinham piadinhas, era um desenho bonito também muito caprichado, verdadeiros cartuns. Ou então faziam alusão à história de abertura, sendo que nas editoras Abril e Globo as capas eram assim só em histórias especiais, e só na Panini isso se tornou fixo. E na Editora Abril, às vezes as promoções e os brindes eram os motivos das capas.

Capas de 'Mônica nº 166' e 'nº167' (1983)
Os minilivros servem também como forma de consulta rápida, como, por exemplo, para quem quer completar a coleção, descobrir como é a capa que está faltando e procurar melhor, e ainda dá para descobrir e acompanhar vários fatos curiosos bem interessantes de cada época.

No volume 1, por exemplo, a gente acompanha, dentre outras curiosidades, que:

  • Entre as edições nº 37 a 70 (de 1973 a 1976), o Cebolinha só apareceu nas capas de nº 59 e nº 60. Ele apareceu muito meses antes e depois da estreia do seu gibi em 1973 e após se afastou. 
  • Muitas capas, principalmente na época desse período de ausência do Cebolinha nelas, as piadas das capas tinham foco no Cascão, na Magali e no Bidu, que não tinham revistas próprias.
  • O Jotalhão era presença marcante nos primeiros números da Editora Abril, depois apareceu menos até deixar de aparecer.
  • A partir da nº 104 (1978), a numeração passou a vir debaixo do símbolo da Abril.
  • Os preços tinham reajustes uma vez por ano, em média, mas a partir de 1982, passou a subir todos os meses, muitas vezes de forma assustadora. Era a inflação.
  • Na edição nº 149 (1982), a revista passou de 68 para 84 páginas, continuando assim até hoje
  • Na edição nº 191 (1986), deixaram a etiqueta de preço que vinha nela. De tão difícil de tirar, sem danificar a revista, que nem a MSP tem uma versão sem etiqueta. Essa edição marcou a transição de Cruzeiro para Cruzado.
  • A edição nº 27 (1989) foi a primeira com Cruzados Novos na capa.
  • A partir da nº 59 (1991) veio na lateral o preço da revista em Portugal, em vez de Manaus e Boa Vista.

Já no volume 2 dá para notar curiosidades, dentre outras, como:

  • Na edição nº 61 (1992), apareceu pela primeira vez o símbolo de "Maurício de Sousa Editora" com o Bidu, continuando assim até hoje.
  • A partir da edição nº 81 (1993) passaram a ter código de barras nas revistas, de preferência no canto esquerdo e na vertical que, com o tempo passou a ser colorido, depois de tamanho menor e depois voltaram a ser brancos, e atualmente aparecem em qualquer canto da revista.
  • Mudanças de moedas aconteceram na nº 80 (1993) passando de Cruzeiro para Cruzeiro Real (única edição com Cruzeiro Real sem código de barras); e na nº 91 (1994) passando pra Real.
  • A partir da nº 123 (1997), passaram a colocar o endereço do site da Mônica na capa.
  • Jotalhão voltou a aparecer nas capas a partir da nº 125 (1997) e foi bem frequente , sobretudo, nos gibis de 1998.
  • Entre 1997 e 2002 saíram 13 edições da Mônica e do Cebolinha por ano, sendo que as da Mônica saíam 2 no segundo semestre em meses variados. Foram quinzenais as edições nº 132 e 133 (dezembro/1997), nº 144 e 145 (novembro/1998), nº 157 e 158 (novembro/1999), nº 169 e 170 (outubro/2000), nº 181 e 182 (setembro/2001) e nº 193 e 194 (agosto/2002).  
  • A partir da nº 200 (2003), passou a ter a cabeça dos personagens ao lado do logotipo do nome, como forma de identificação melhor nas bancas. Na Panini, passaram a colocar braços para diferenciar da Globo.

Capas de 'Mônica nº 190' e 'nº 191' (1986): a nº 191 com a etiqueta original
Como ponto negativo dessa coleção, O formato dos livros achei pequeno demais, menor que os gibizinhos. Apesar de dar para ver as imagens, mas o tamanho podia ser maior para ver melhor. O ideal seria o formato de um gibi convencional para vermos em tamanho real.

Capas de 'Mônica nº 28' e 'nº 29' (1989)
Outra grande desvantagem é, sem dúvida, o preço que é muito caro. Cada um custa R$ 24,90 e não justifica um preço assim. Fica inviável comprar sem ser na internet. A MSP aproveitou os 50 anos da Mônica para ter o seu caça-níquel. Tudo que lançam são preços nas alturas e não dá pra ter tudo que lançam.

Capas de 'Mônica nº 50' e 'nº 51' (1991)
Eu comprei na internet por R$ 16,00 o volume 1 e R$ 18,00 o volume 2, e ainda, de quebra, comprei junto os pockets L&PM "Cadê o bolo?" e "Bidu Hora do Banho" por R$ 11,00 cada (mais barato também, já que o preço é R$ 13,00), mais R$ 5,00 de frete, custando tudo R$ 61,00.

Se eu comprasse tudo nas livrarias custaria R$ 75,00. Boa economia porque foi na internet. E se esperasse mais tempo, podia ainda conseguir mais barato. Fica impossível comprar em livrarias físicas por esse preço absurdo.

Capas de 'Mônica nº 132' e 'nº 133' : As duas de Dezembro/97
Além disso, a Panini lançou também uma versão em pacote para as bancas de jornal. Trata-se de um pacote vendendo os livros das livrarias divididos em 4 volumes junto com uma revista da Mônica mensal da Panini atual que saiu no mês anterior. E cada pacote custa R$ 12,90.

Nessa versão das bancas, o livro se chama "As capas da Mônica". O conteúdo do volume 1 sai dividido nos volumes 1 e 2 das bancas; e o conteúdo do volume 2 das livrarias sai nos volumes 3 e 4 das bancas. A capa do volume 1 é representada por 'Mônica nº 2' (1970); A capa do volume 2 é representada por 'Mônica nº 55' (1991); a do volume 3, por 'Mônica nº 146' (1998); e a do volume 4, por 'Mônica nº 26' (2009).

"As Capas da Mônica" volumes 1 ao 4: vendidos em bancas
O formato das duas versões são o mesmo, com as diferenças que as versões de banca não tem abas marcadoras de páginas e o texto da Solange Mary Lemes que saía no início da versão livraria, nesse pacote sai no final, sendo que o texto do "volume 1 da livraria" sai no "volume 2 das bancas", e o texto do "volume 2 da livraria" sai no "volume 4 das bancas". E as revistas da Mônica que vêm nos pacotes são as de nº 82 a 85, vindo uma grátis em cada volume.

Essa versão de banca, vale mais para quem coleciona as revistas da Mônica atuais, porque aí sai de graça. Para quem não compra as revistas da Mônica, acho melhor as versões de livrarias, já que pode conseguir desconto na internet. O que gostei das versões de banca foram as capas que ficaram mais bonitas que as das livrarias, sobretudo a do pacote nº 2, porém de qualidade inferior que das originais, por não ter aba marcadora de páginas.

Então, seja para se divertir com as piadas das capas antológicas, acompanhar a evolução dos personagens, relembrar as que já teve, procurar curiosidades ou até como simples consulta, esses minilivros valem a pena comprar e ter na coleção, principalmente o volume 1 que mostra realmente a fase de ouro da Turma da Mônica de 1970 a 1991. Tem a desvantagens do formato e, principalmente do preço alto, mas nada impede de procurar desconto na internet para compensar.